sábado, 21 de novembro de 2009

IGUAL MAS DIFERENTE

Gostamos das mesmas coisas mas de forma diferente.
Eu gosto prá ver com calma e prestar atenção.
Outros gostam prá partir logo prá cima e resolver tudo muito rápido e dominar logo de vez.
Sou truculento com palavras, mas gosto de ações lentas e prolongadas.
Outros são truculentos nas ações, resolvem, quando resolvem, na ultima hora e vão saindo arrastando tudo, faltando pedaços mas nem ai com isso.
Gosto do mar para olhar e ficar parado perto dele muitas horas, absorver dele a tranquilidade que me transmite.
Outros pulam, afundam e se acabam fisicamente nele.
Ele é ao mesmo tempo meio físico e meio emocional.
Prá mim é um universo de mistérios e possibilidades.
Para outros apenas um desafio e uma temperatura.
Vejo-o como imagem e poucas vezes como tátil.
É o mesmo mar que conheço desde os 4 ou 5 anos de idade.
Nunca mudei minha impressão sobre ele, embora tenha aprendido muito mais sobre ele ao longo dos anos. Mas a impressão inicial foi tão forte, produziu uma marca tão profunda que mesmo esses adicionais nada conseguiram mudar.
Imaginem que antes de existir a fotografia conseguiram retrata-lo estático observado todas as suas possibilidades de movimentos, cores e luzes. Isso mostra que o fascínio tem uma imagem muito sólida e que o tátil vem bem depois.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O DESENCONTRO.

O desencontro entre as pessoas esta grande demais.
Todos os dias a todos os momentos acabo conversando com pessoas que estão sozinhas, sem companhia e dando por finda a possibilidade de encontrar alguém minimamente ideal para construir alguma coisa junto.
Não há um perfil definido. Não teria como listar aqui as variáveis todas, mas passam todos pelos mesmos comentários de que não encontram porque não existe mais a pessoa que ela procura.
Somos 6,5 bilhões de pessoas, e não há uma que sirva?
Claro que o universo individual é infinitamente menor e a pessoa se enxerga como acredita que o mundo a enxerga. E isso nem sempre é verdade. Já dei conselhos para muitas pessoas e acredito que eu não ficaria sozinho muito tempo, eu conseguiria rapidamente achar alguém prá caminhar comigo. Acho que sei um segredo, ou sei muitos, mas posso ser também um cara muito pretensioso ao achar que estou imune a esta situação geral.
Um dos segredos e mudar o tipo de ambiente que se frequenta quando se esta a muito tempo sem companhia ideal. E no novo ambiente mostrar-se receptivo e não ficar fazendo caras e bocas , mostrando um tipo prá impressionar. O que impressiona é a simplicidade de alma e alegria no rosto. É o que todos buscam, alguém fácil de decifrar logo de cara, que aceite conversar e demonstre sinceridade de propósitos. Se vc age assim tem uma dianteira em relação às outras pessoas. Não é no entanto uma competição como todos, mas todos de forma unânime me dizem.
É uma questão de conteúdo, e isso todo mundo tem, em algumas pessoas ele realmente é melhor que em outras, então é uma questão de demonstrar claramente qual é o seu e com certeza alguém ira se encantar de você. Não adianta no entanto você demonstrar todo o seu conteúdo de sensibilidade e cultura num caipirodromo ou num baile funk, nesses lugares só é necessário ter bunda ou carrão. Insisto na questão de estar no lugar certo, entre as pessoas certas. Arrumar uma companhia séria numa balada é uma idiotice. Em baladas queremos um programa prá uma noite no máximo, com sorte se for bom uma segunda e ultima vez no máximo.
A pessoa ideal não esta casada e infeliz ao lado de outra. Essa pessoa não é a ideal, essa é mais uma igual você e não se deve juntar dois derrotados, ops, desculpe!
Enfim, essa questão é tão geral e intensa que acho já virou uma doença social.
Acredito que é possível ficar riquíssimo explorando este segmento social de forma comercial.
Juntar pessoas de uma forma honesta, elegante, cordial e responsável deve ser um negócio tão bom quanto o que Bill Gates descobriu a alguns anos e o levou a onde esta hoje.
Porque você não tenta e resolve duas coisas ao mesmo tempo: sua solidão e sua dureza, ops, desculpe II.

APAGUE A LUZ E FALE COMIGO!


Quem é o negro na foto acima?Sou a favor de que todos aqui no Brasil tenham consciência de que somos uma nação de maioria negra. Isso parece fora do alcance da crença da maioria das pessoas. Mas que importância tem isso?A meu ver nenhuma, se levado em consideração que todos somos iguais independente da cor da pele. Mas se usamos a cor da pele prá barrar a liberdade e os direitos de quem achamos que é diferente da gente, ou seja, se promovemos a injustiça social baseados no preconceito racial isso é muito importante.A minoria esta lutando prá se manter no topo, não por seus méritos mas por razões outras que não lhes dá o direito de permanecer em seu status corroído e falido.Sou contra o dia da consciência negra, porque isso divide ao invés de nivelar.Acreditaria mais num dia da consciência daquilo que esta errado e injusto e que deveria ser colocado em nossas rotinas para que pudéssemos conscientemente fazer algo para mudar isso.Seria legal se fosse um dia da igualdade de direitos e da justiça plena.Aqui no Brasil tá tudo muito confuso e misturado, e o preconceito racial é uma das poucas coisas erradas que os brasileiros não assumem ainda. Mas vai mudar, ou por conta do dia da consciência negra que eu não endosso mas pode dar certo ou por conta da pressão mesmo que as pessoas de todas as raças farão prá terem direito a uma fatia melhor e mais saboroso do rico bolo que sempre foi tão mau dividido.Questões finais:Como saber quem é o negro na foto se são todos iguais por dentro. Apague a luz e fale comigo e você também não saberá qual é minha raça.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

MORDILO


QUINO


Não é jogo dos 7 erros, apenas que o Blogger insiste em duplicar a imagem.
Aproveite então para rir em dobro.

NÃO ACREDITEI, FIQUEI CONFUSO...

Ontem me contou de uma forma muito atrapalhada uma história um garoto conhecido meu já de uns 3 anos. Ele é empacotador num supermercado onde ocupa uma vaga da cota de deficientes exigida por lei trabalhista. Sua deficiência é um leve retardo mental que o faz um pouco infantil mas de uma maneira geral ele tem uma postura adulta e normal. É preciso conversar um pouco com ele prá reconhecer sua deficiência pois ele parece mais ser um tímido que um portador de retardo.
Ele tem um cartão de crédito do próprio supermercado que trabalha com a bandeira da FININVEST. Seu limite é de R$ 170,00 e ele o consome em compra no próprio supermercado.
Como ele atrasou um pagamento e não conseguiu pagar na rede lotérica ou em qualquer outro banco foi até a loja da FININVEST, e lá foi abordado por um segurança. O garoto tem uns 25 anos no máximo, é mulato, se expressa mal, se veste de forma muito simples e não sabendo esclarecer sobre sua presença na loja foi ALGEMADO pelo segurança por mais de uma hora num canto da loja para averiguação. Ele me disse que se sentiu humilhado porque na loja tem muitas cameras de segurança e ele estava sendo filmado por elas. Aparentemente não deu conta de que as pessoas da loja, clientes e funcionários, também o observavam e não sabendo do que se tratavam o julgavam como um delinquente.
Depois de confirmarem a identidade dele junto ao seu empregador ele foi liberado pela segurança interna da loja.
Ele estava furioso mas não dava conta da enormidade da ação que sofrera.
Eu falei a ele que ele tem direitos e que a FININVEST tem que ser processada por ele por cárcere privado, danos morais e lesões corporais e que em função disso ele tem direito a uma indenização em dinheiro para reparar os danos causados a ele. Me prontifiquei a ajuda-lo a conseguir e conversar com um advogado.
Mas ele disse que confia em Deus. E eu não pude fazer mais nada porque ele se fechou nisso.
Enquanto isso a FININVEST arranca o dinheiro dele na forma de juros extorcivos e ainda arranha sua dignidade.
Quem disse que não dá?
Na FININVEST dá!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

100%

Escrever aqui é fácil, difícil é fazer na real.
Acabei me dando bem com as palavras e senti essa certeza quando nesta semana que passou foi minha vez de dar uma entrevista na comunidade Somos Imortais do Orkut. O conteúdo não é aberto, mas se você solicitar participação na comu prá Maria José ela te aceita e você não só consegue ler minha entrevista como participar de outras coisas legais que tem lá. Mas voltando,
a dinâmica da entrevista fez com que eu tivesse que responder a umas duzentas e tantas perguntas em dois três dias, coisa que não consegui, na verdade precisei de quatro dias, e em ritmo acelerado, porque quem faz a pergunta tem uma expectativa de prazo em que será respondido e você fica com a responsabilidade de efetivar a satisfação de cada participante.
Mas depois de passado o prazo e terminada a entrevista comecei a ler as respostas que dei e achei bem coerente tudo que escrevi. E contrariei a frase inicial de que escrever é fácil e fazer é difícil na real. Eu me achei muito próximo do que realmente sou. E com isso acho que dá prá desmistificar essa coisa de mundo virtual que nada mais é do que o nosso mundo real convertido em palavras e algumas imagens que possam sugerir o que somos ou gostamos mais.
Depois de uma longa entrevista, você tem uma tendência a vender mais barato suas respostas, eu ia até 3 horas da manhã respondendo uma depois da outra e nunca em momento algum vendi barato, respondi qualquer coisa, refiz completamente algumas redações buscando a solução mais perfeita e real. Com isso me cansei muito, é muito pesado o trabalho de ficar quatro dias sendo perguntado e você sendo fiel a uma linha de pensamento e relatando fatos de sua vida. Coisas que faço aqui no blog com a maior facilidade, perdi muitas calorias prá fazer na entrevista.
Mas essa coisa de por sua vida num molde e de você também -la dentro de um conjunto lógico, com limites definidos é muito interessante. É uma experiência única, deliciosa e muito produtiva na medida em que você se vê num espelho, de uma forma que normalmente não tem oportunidade. Eu já participei de umas 8 entrevistas, acho, como entrevistador e sempre lancei um avalanche de perguntas em minhas vitimas e recebi o troco. Mas daqui prá frente além da avalanche de perguntas vou também focar a questão do raio-x que fazemos da gente mesmo e a mudança que isso produz em nossa cabeça. Ver a vida da gente compacta e tabulada é uma dinâmica excelente prá entender a gente mesmo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ONTEM UM HOMEM COMPLETAMENTE NÚ.

Ontem as 18:30 hs na Rua Verbo Divino aqui em São Paulo vi um homem andado na rua completamente nu. Ele carregava com a mão esquerda uma coisa que poderia ser um cobertor imundo e ele mesmo esta com uma cor escura sobre todo o corpo.
Chegou a isso e já não causa espanto, mas virou noticia aqui por conta de minha dificuldade em entender se isso é bom ou ruim. Ele é livre, plenamente, mas sob alguns aspectos não tem liberdade nenhuma. Ninguém que seja minimamente inteligente vai querer invejar a vida de um mendigo. Podemos invejar a liberdade mas não as adversidades, a loucura, as carências e os insultos que recebe.
Mas poder andar nu pela rua, ser visto por uma viatura da Policia Militar, que passou por ele e nada fez, é sem duvida uma prova de liberdade e de estar no mínimo autorizado a estar acima da lei, pois nunca será preso e processado por atentado violento ao pudor.
prá ficar em muitas praias no Brasil, mas não é a mesma coisa que ficar num em plena Granja Julieta, lugar até relativamente nobre aqui em São Paulo.
Ele paga o preço, é visto como um cão vadio, como um mentalmente incapaz de quem ninguém quis se ocupar. Se precisar socorro não será ouvido e sua chances de sobrevivencia são sempre mínimas e se reduzindo numa velocidade vertiginosa. Cada inverno é um milagre em sua vida.
Pobre homem nu, que não desperta nem desejos nem atenção.