PENSANDO

PENSANDO

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

RESTAR.

Morávamos num quintal enorme com varias casas e todos os elementos necessários para viver em profunda alegria. Dois avós adoráveis, todas as tias e tios, todos os primos e primas e amizade e relacionamento com todos os vizinhos da rua. Vendedores ambulantes que passavam frequentemente, árvores no quintal, um poço de águas cristalinas tiradas com balde e muito lugar para brincar. O lugar pulsava e vivia, brigava-mos, brincava-mos e nos invejávamos. Não lembro de dias de chuva, parece que só havia sol e também não me lembro de Invernos, raros momentos de frio. Mas passávamos vontade de um monte de coisas que só o dinheiro podia comprar, mas não nos faltava criatividade, barracões entulhados de coisas velhas e sem utilidade e crianças vindas da vizinhança.
Aquela alegria ficava maior quando alguém se casava, então havia grandes festas e depois da festa alguém sempre ia embora, passava a não morar mais lá. E assim todos foram saindo e aos poucos aquele mundo foi se esfarelando, os avós morrendo, os tios mudando para outras casas próximas ao filhos que já tinham ido na frente ou compravam um chácara e ficavam parte do tempo lá. É muito triste isso. O quintal esta lá, ainda é nosso, está bem modificado mas com todas as casas no mesmo lugar só que todas modificadas e ampliadas. Só minha mãe ainda mora lá sozinha. Quando falamos sobre ela mudar de lá, ela sempre diz que gosta dali e que não pensa em sair de lá, embora sempre contraditória diga que adoraria morar em outro lugar, mas se você tratar a sério do assunto ela entra em pânico. Ela simplesmente não tem coragem de mudar de lá. Eu acho deprimente ser o último morador de um lugar que já foi muito alegre e vivo e hoje é uma vila fantasma. Na rua poucos moradores de nossa época, as casas foram vendidas e nasceram conjuntos de prédios enormes com centenas de pessoas em cada um, em apenas um prédio hoje mora mais que a soma de todos os moradores da rua em nossa época. Com isso o isolamento aumenta. Li esta semana sobre as vilas em Rondônia criadas ao longo da linha telegráfica implantada pelo Marechal Candido Rondon no final do século 19, a decadência dos lugares que se tornaram vilas fantasmas onde sobrevivem minguados moradores que não querem abandonar o lugar perdido no meio de uma infinita plantação de soja, um lugar nenhum, monótono e sem razão de continuar a existir.
Tenho prevenido amigas minhas, jovens de 20 e poucos anos, que não querem ter filhos e já moram sozinhas sobre a solidão e o ser deixado para trás como minha mãe. Hoje elas acham isso uma atitude, mas um dia irão ver que isso foi um erro estratégico na vida.
Eu não acho ruim a solidão num lugar escolhido para morar a fase madura da vida da gente, mas nunca moraria num lugar impregnado de boas memórias como é o nosso quintal. Parece que a vida fica pairando por lá, com todas as idades de todas as pessoas que moram ali. Hoje devido aos prédios que foram construídos na divisa o quintal dá eco. E eco é sinonimo de solidão, é ouvir apenas o barulho que você mesmo esta fazendo.
Na foto acima a fotografa dos Beatles Astrid Kirchher em sua juventude num auto retrato.
Astrid viveu a loucura da beatlemania, viu aquele mundo acabar e hoje ainda vive como resíduo daquela loucura que arrastava tudo por onde passava.

48 HORAS SEM ENERGIA ELETRICA

Estávamos assistindo ao filme O clube de leitura de Jane Austen quando uma rajada de vento derrubou uma árvore sobre o transformador em frente de casa e ouvimos um violenta explosão seguida de 48 horas sem energia elétrica. Aproveitamos o tempo disponível para ligar para a AES-Eletropaulo e atormentar os atendentes e ser atormentado por eles. Como a desvastação aqui na região foi muito grande eles alegaram não ter equipes suficientes para atender todos os chamados, embora alegassem também, que tinha o numero mínimo de equipes determinado pela AANEL. Perguntei: Por que você me diz que tem o número mínimo exigido, vocês não deveriam ter o número ideal? Contentam-se com o mínimo pra ter o máximo de lucro, e dane-se o usuário. Perdemos: 2 salsichas ( mas os cachorros não ) e deixamos de beber coisas geladas em dois dias muito quentes mas jantamos a luz de velas.
Aprendi no entanto como se conserta fio partido em rede de média tensão e alguns truques de manobras de onibus, pois a estrada aqui é muito estreita e não cabem os enormes onibus que passam aqui em frente de casa junto com o caminhão da Concecionária que se esparrama todo pela rua.
E acreditem ou não, eu estando a 50 kms do centro de São Paulo, em plena zona rural e num bairro onde mora muito pouca gente tinha um onibus a cada no máximo 3 minutos, mas acho que foi de sacanagem com a Eletropaulo. Os fios estavam pendurados e emaranhados e teve um que enrolou na roda do onibus, diversão não faltou.
Na terça foi o dia mais produtivo de minha vida, não me lembro de ter feito tantas coisas num único dia, tentei relacionar tudo que fiz mas perdi a conta, ou seja, sem energia eletrica e consequentemente computador, internet, furadeira, serra circular, luz prá poder enchergar dentro de meus depósitos de tranqueiras e sem as musicas horríveis de meu vizinho sou muito mais produtivo.
Redescobri também a delicia de tomar uma banho hiper gelado, porque a nossa água vem de poço artesiano e a temperatura dela é glacial, mas estou ruim da garganta por conta deste pequeno prazer.
De qualquer modos, viver na cidade de São Paulo com toda a sua fachada de progresso e não ter banda larga, energia estável, estrada descente e compatível é muito contraditório. As unicas coisa que temos de sobra aqui são: Ar puro e ônibus novinhos e vazios de 3 em 3 minutos.

sábado, 9 de janeiro de 2010

O PACTO.


O pai deve fazer um pacto com a infância de seus filhos.
Deve entender o profundo significado dos sonhos, da ingenuidade, das transições e das asneiras permitidas. É a grande oportunidade de voltar no tempo e refazer certo aquilo que deu errado em sua infância. Como ninguém conseguiu ter uma infância plenamente feliz sempre há o que fazer. Um pé na razão e um pé na infância dos filhos é o mínimo que se espera de uma pai.
O pai não pode ser o bicho papão, tem que ser o aliado que combate o bicho papão, e mesmo sabendo disso trocamos de lado todas as horas e muitas vezes sem razão.
Existe a energia, só é preciso reserva-la e canaliza-la adequadamente.
Existe também a carência por um pouco mais de infância já que todas as infâncias são incompletas.
Não queira aprender nada com seus filhos, ensine, que é esta a sua missão, seja pai, seja natural, não seja uma criança, seja apenas alguém que pactua com a infância e respeita suas limitações.
Minha infância foi dura e acho que é um direito de minha filha ter uma infância mais suave por meu intermédio
Se você perder o rumo e errar, não se preocupe, apenas não fique reincidindo, as crianças são mais habilitadas a aceitar e recuperar a amizade.
Pactue o quanto antes e aproveite o máximo.

PODE MAIS QUEM TEM MENOS A PERDER.

Se você não conhece escritos anarquistas ou se arrepia só de pensar que sejam como um arrastão destruindo tudo que encontra pela frente, saiba que o meu texto a seguir é puro anarquismo.
A história é real e soube dela ontem por telefone sem fio. Vou contar com alguns pontos de pura dedução, mas vale a essência que é muito boa.
A história:
Meu amigo Paulão estava a semana passada em Mendonza na Argentina com sua namora Any num restaurante aguardando o prato que pediram, quando a garçon serviu o prato um individuo entrou no restaurante com uma sacola pegou a travessa com a comida e despejou dentro da sacola, pegou o saleiro jogou sal dentro da sacola por cima da comida e saiu do restaurante.
O Anarquismo.
O cara tava certo. A vida é curta demais pra gente passar vontade, quanto mais para passar fome. Se o cara entra no restaurante se apodera da comida e ninguém o detem é porque todos os que observaram julgaram ou que não valia a pena o risco de uma eventual luta ou acharam justa a atitude do individuo. Se não quiseram correr o risco é porque tinham mais a perder na vida do que o valor de um prato de comida para duas pessoas, melhor pedir outro ou pagar por outro que levar uma facada e morrer por tão pouco. Se julgaram justo o cara levar a comida é porque sabemos que o mundo tá mesmo injusto e que as vezes a partilha é feita de formas abruptas, escandalosas ou patéticas como foi o caso.
Mas o cara podia trabalhar e obter recursos para sentar-se decentemente à mesa sem ter que se apropriar da comida e sim pagar por ela. Mas alguém sabe como foi a vida do cara, você quantas vezes já foi injustiçado na vida trabalhando honestamente? Quantas vezes a inveja o derrotou?
Quem garante que o cara não trabalhou?
É próprio julgar apenas pelo ato sem levar em consideração o passado. Isso é a sociedade em que vivemos, onde as leis são circunstanciais, valem apenas focadas para o fato em si sem por na balança o quanto de porrada o cara levou na vida para chegar a apoderar-se daquilo que ela julga então ser direito seu. Qualificam o ato e ignoram a trajetória.
Mas alguns vem ao mundo sem competência para vencer. Terão eles menos direito ao prazer, serão parte integrante apenas da massa destinada a ser eternamente explorada?
Claro que não, estes são os perigosos, os que não tem nada a perder, porque estes podem mais.
Você que venceu algumas etapas e pode pagar por algumas formas de prazer sabe que não foi fácil chegar até aqui, então imagine aquele que também lutou e só teve coisas desfavoráveis e não consegue obter o êxito. Esta sempre em débito, esta sempre ouvindo a promessa do futuro.
Um dia o cara cansa e diz: - Eu quero agora. Vai entra no restaurante se apodera da comida e se for pego e preso ganha casa e comida de graça por algum tempo, não talvez o tempo justo e não talvez a comida de melhor qualidade. Por que o tempo pode ser injusto? Porque a sociedade coloca na cadeia uma pessoa que rouba um prato de comida por um tempo muito superior ao que se ela trabalhasse precisaria para arrecadar o dinheiro necessário parar compra-lo. E por contradição na cadeia recebe de graça a comida em volume muito maior que o equivalente ao roubo.
E todos são roubados pelo governo para que ele pague a comida do prisioneiro, que no entanto não vai preso por isso. Confuso? Não anárquico, deliciosamente anárquico.
Eu vejo no dia a dia pessoas passando vontade, e não entendo porque as pessoas não vão lá simplesmente e não se apoderam daquilo que desejam. Não há cadeia para todos, não existe policia suficiente para prender a todos, e os policiais também roubam.
As sociedades nunca se tornarão justas porque o ser humano é originalmente defeituoso moralmente. Alguns núcleos e segmentos no entanto podem se tornar melhores. Mas a massa tem mais poder destrutivo que construtivo e isso nunca se manifesta, são tão raros os eventos ocorridos na história da humanidade que qualquer anarquista desanima só de pensar.
Por fim.
A conta não foi cobrada do Paulão e estou louco pra ouvir a história pessoalmente.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

PERDEU!

Trancado por acidente no banheiro perdeu o melhor da festa.
Quando deu por si descobriu que foi um tremendo vacilo escolher aquele banheiro no fundo do prédio de onde ninguém podia ouvi-lo gritar. Maior vacilo ainda foi descobrir que era apenas uma questão de calma e habilidade em manusear a velha chave.
Enquanto berrava e reclamava sem ser ouvido a festa rolava.
E rolava com sangue jovem, energia, vontade de viver, ao passo que ele tinha apenas e unicamente o objetivo de se ver fora daquele banheiro inóspito.
Por fim saiu, descobriu que ninguém deu por sua falta e que a festa tinha sido até melhor sem ele.
Doeu, doeu fundo perceber que pesava, e que sua ausencia produzia leveza.
Dai pra frente não mudou muito, alias, não mudou nada, só ficou mais esperto.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

JÁ ERAM...

As grandes empresas não tem mais credibilidade.
Elas tornaram-se desumanizadas, seus funcionários não tem vínculos fortes com o empregador e não transmitem confiança, os produtos são práticos mas não gratificam o cliente, se ocorrer algum problema o cliente sente-se infinitamente pequeno e impotente diante do gigantismo da corporação.
Antigamente uma empresa tinha uma relação estável e permanente com o cliente. Você gostava de comprar e usar os produtos dela, depois o produto virou marca e a marca foi passando de mão em mão, e hoje você não sabe mais quem fabrica tal coisa, mas no final quem fabrica é um único dono de um grupo desfigurado de empresas que nascem e somem instantaneamente.
É como plano de saúde , você tem um a mais de 20 anos, dai um dia vem um banco e o compra, muda tudo e você tão tem mais nada, direito a mais nada, alias tem , tem uma encrenca danada.
Aquela relação antiga e cordial se extingue muito rapidamente.
O empregado é sempre terceirizado e não se sente parte de nada, com isso participa minimamente de tudo, o produto resultante é algo sem densidade. Ligue para um tele-atendimento e veja de onde o funcionários esta falando, em alguns casos o cara tá na India.
Ele lê na tela as respostas e não vai alem de meia dúzia de opções de soluções que nunca agradam a cliente algum.
A fórmula básica é fazer o mínimo, cobrar o máximo e fingir que satisfez o cliente.
Lembro me da Cerâmica São Caetano, seu slogam era " Só uma lajota da Cerâmica pode riscar outra lajota Cerâmica", as lajotas avermelhadas e sextavadas eram usadas em todas as casas de do Estado de São Paulo, até hoje você encontra algumas em perfeito estado, o produto era de primeira, trabalhei com eles, os funcionários se aposentavam e continuavam trabalhando, o Seu Savério trabalhou lá por mais de 60 anos. Era cumprimentado pessoalmente pelo Dr. Simonsen, proprietário do Grupo embora fosse um funcionário da produção. Havia respeito, vinculo e reconhecimento.
Hoje as empresas tentam passar a imagem de ecologicamente corretas, quem acredita que um Petrobrás seja ecologicamente correta, ou uma Vale?
As grandes empresas tornaram-se gigantes, unidas, e disformes.
Eu conheci pessoalmente o Sr. Samuel Klein, dono das Casas Bahia, e ele ficava nas lojas, quando já tinha uma grande rede, hoje isso tudo é do Pão de Açúcar, e os donos nem sabem onde ficam as lojas. Certamente toda a equipe é terceirizada e não ficam mais de um ano em suas funções e buscam outras oportunidades de emprego, com isso tanto faz de você voltar ou não a comprar da empresa, eles não estarão mais ali quando você voltar, por isso você não é importante para eles.
Acabou, o mundo perdeu o laço, a parceria, a fidelidade ao produto.
Antigamente uma Brastemp era uma Brastemp, hoje é apenas um eletrodoméstico caro.
Quando você abre a caixa do produto já começa a ficar insatisfeito, e logo passa a sentir ódio do fabricante. Não há mais nenhum prazer e confiança na relação cliente-fornecedor.
Depois que compramos nosso ferro eletrico Eletrolux que funcionou por 3 horas e pifou, jurei que por alguns anos não compro mais nenhum eletrodoméstico. Vou comprar um ferro a carvão que dura uma vida inteira, não quebra, não tem manual de instruções e vai fazendo história na medida que o tempo e ele vão passando.

SÃO LUIS DE PARAITINGA

Oswaldo Cruz, aquele que quase foi apedrejado nas ruas do Rio de Janeiro quando tentava sanear a cidade que era um esgoto a céu aberto nasceu em São Luis do Paraitinga.
Eu, em 1985 arranjei um casarão para morar que era de um dentista da cidade e que estava mudando-se para uma casa bem no alto do morro, o casarão era numa parte mais ou menos elevada, mas bem próximo dos fundos a igreja matriz. Mas conversando com os moradores eles me falaram sobre a enchente que havia devastado a cidade poucos anos antes. O mercado municipal que ficava bem ao lado do rio teve seu telhado totalmente coberto. E algumas casas tinham ainda marcas nas paredes deixadas pelas águas. Ponderei e desisti.
A enchente ocorrida antes de 1985 foi resultado de uma também forte chuva em curto espaço de tempo, e rio abaixo as águas forram represadas por uma série de árvores, pedras e terra que desceram da encosta, com chuva rio acima e uma represa acidental rio abaixo a cidade foi submersa.
Agora novamente São Luis é vitima de forma ainda mais catastrófica de sua topografia perversa.
A cidade é uma gracinha, o maior patrimônio arquitetonico tombado do Estado de São Paulo, mas 80% se perdeu nesta semana passada.
O carnaval de rua de São Luis é famoso no Vale do Rio Paraiba.
São Luis não merecia isso novamente, e o centro da cidade não esta a salvo de próximas ocorrências.
Se você puder ajudar ajude!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O BOM E VELHO BORIS, SIFU!!

Boris Casoy (São Paulo, 13 de fevereiro de 1941) é um jornalista brasileiro, filho de judeus russos. Atualmente apresenta o Jornal da Noite, na Band, além de ser um dos âncoras da rádio BandNews FM.
Infância e juventude
Último dos cinco filhos de imigrantes judeus russos que chegaram ao Brasil em 1928, Boris adquiriu poliomielite ao completar um ano de vida, junto com sua irmã gêmea. Na época não existia vacina. A doença deixou seqüelas físicas, mas a marca maior foi a psicológica, gerada pela discriminação na infância. Até os nove anos, Casoy praticamente não podia andar. Com essa idade, ele foi operado nos EUA e recuperou os movimentos. "Como não podia andar, era um grande ouvinte de rádio, admirava aquele milagre da transmissão da voz", contou em entrevista ao site Amputados Vencedores.
Estudou os primeiros anos nos colégios Stanfford e Mackenzie. Foi reprovado diversas vezes no curso científico, uma vez que queria cursar o antigo clássico, em desacordo com o determinado pela família. Freqüentou o curso de Direito da Universidade Mackenzie, mas não o concluiu.
Sua vida profissional começou aos quinze anos, em 1956, trabalhando como narrador esportivo numa emissora de rádio e também como locutor na Rádio Eldorado.
A carreira no governo.
Em 1968, foi nomeado Secretário de Imprensa de Herbert Levy, Secretário de Agricultura do governo Abreu Sodré, em São Paulo, permanecendo no cargo em 1969 com a mudança do titular da pasta.
Em 1970, foi assessor de imprensa de Luís Fernando Cirne Lima, Ministro de Agricultura do governo Médici.
Em 1971 e 1972, foi secretário de imprensa do prefeito de São Paulo, José Carlos Figueiredo Ferraz.
Na Folha de São Paulo
Em 1974, ingressou na Folha de São Paulo, seu primeiro trabalho em jornal, onde foi editor de política e, apenas três meses depois, chegou a editor-chefe. Permaneceu no jornal até junho de 1976, quando saiu para dirigir a Escola de Comunicação e o setor cultural da FAAP.
Retornou ao mesmo jornal em 1977, onde passou a escrever uma coluna sobre os bastidores políticos denominada "Painel". Em Setembro, tornou-se o editor responsável pelo jornal, aos 36 anos, ficando no cargo até 1984, quando voltou a ser responsável pela coluna "Painel".
O período de Bóris como editor-chefe e diretor de redação foi marcado por grandes transformações no jornal, que consolidou a sua liderança dentro da imprensa brasileira e onde chegou a ser o colunista chefe da coluna Painel, uma das mais lidas do periódico.
Na televisão
Sua carreira televisiva teve início em 1961, quando atuou como repórter do programa Mosaico na TV, na TV Tupi, então o canal 4 de São Paulo, mais antigo programa ininterrupto da TV brasileira, segundo o Guiness Book, e ainda com o mesmo produtor (Francisco Gotthilf).
Em 1988, Bóris voltou para a TV, pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), em 1988, para apresentar o TJ Brasil, lá ficando até 1997, onde formou parcerias com as jornalistas Lilian Witte Fibe e Salete Lemos. Depois, foi contratado pela Rede Record, onde trabalhou durante oito anos, apresentando o Jornal da Record até Dezembro de 2005, repetindo a parceria com Salete.
Bóris chegou a trabalhar na TV JB, apresentando o Telejornal do Brasil, de segunda a sexta-feira, sempre às 22 horas, mas a TV JB saiu do ar em 17 de Setembro de 2007.
Em 2008 foi para a a Rede Bandeirantes e hoje é o âncora do Jornal da Noite.
Estilo e controvérsias
Seu estilo é muito particular, já que não se furta de emitir sua própria opinião sobre os assuntos mais polêmicos, e gosta de utilizar frases-bordão, tais como "Isto é uma vergonha" ou "É preciso passar o Brasil a limpo". Casoy foi o primeiro âncora da televisão brasileira a se basear nas experiências dos âncoras norte-americanos.
Em 1968, em reportagem sobre líderes estudantis, a revista O Cruzeiro acusou-o de ter participado do grupo CCC (Comando de Caça aos Comunistas), que combatia comunistas durante as décadas de 1960 e 1970. Boris nega esta acusação até hoje e afirma não haver provas que comprovem sua suposta participação no CCC. Vinte anos depois, disse a respeito do episódio que tinha consciência do "quanto a imprensa pode estigmatizar alguém. Eu senti isso na carne. E não esqueço."
Em um debate na Rede Globo com os candidatos à prefeitura de São Paulo, em Novembro de 1985, perguntou ao então candidato pelo PMDB, Fernando Henrique Cardoso, se ele acreditava em Deus. O candidato não respondeu, afirmando que havia sido combinado previamente que esse assunto não seria levantado. A pergunta e a resposta foram considerados como fatores decisivos para a derrota do candidato do PMDB para Jânio Quadros.
Comentários sobre lixeiros
Em 31 de Dezembro de 2009, após uma reportagem do Jornal da Band, da Rede Bandeirantes, sem saber que o áudio ainda estava sendo transmitido, Casoy comentou em tom jocoso as imagens exibidas anteriormente, que mostravam uma dupla de garis desejando felicidades aos telespectadores da emissora.

"Que merda: dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho.."

Agora o texto é meu:
Moro muito próximo ao Bairro do Cipó-Guaçu municipio de Embu-Guaçu-SP, onde por muitos anos o jornalista Boris Casoy manteve uma chácara vizinho de cerca de amigos meus. è um bairro muito pobre, e na porta da chácara do Boris hoje corre esgoto a céu aberto. Ele doou terrenos e ajudou muito ao bairro em parceria com vereadores da região. Algumas unidades de atendimento do bairro tem homenagens a membros da família Casoy.
Ele até recentemente andava pelo bairro e cumprimentava as pessoas, depois parece vendeu a propriedade e nunca mais foi visto.
Pergunto:
Por que ele disse o que disse?
Quem como eu escreve publicamente não pode deixar passar uma questão como esta.
Eu do auto de minha gloriosa carreira estudantil, depois de ter envergado por mais de uma vez o título supremo de gerente administrativo e finaceiro e Gerente geral, por conta de praticidades e necessidades fiz faxina em equipamentos de publicidade de minha autoria madrugada a dentro e nem por isso me senti menor, inferior ou o mais baixo escalão da escala social e profissional , afinal aqui não é a India com seus Intocáveis.
Boris pirou. Ele defende a integridade politica, a honestidade, a vergonha na cara o passar o Brasil a limpo, mas será que isso é só um personagem?
É triste, é uma pena, é dolorido saber que ele não é quem a gente pensava que era.
Assim o que nos resta, em quem confiar?

.
O apresentador, por meio da assessoria de imprensa da Band, reconheceu a ofensa que cometeu contra os garis e se retratou durante a exibição do jornalístico do dia posterior, com os seguintes dizeres:

"Ontem, durante o intervalo do 'Jornal da Band', em um vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, que ofendeu os garis. Por isso, quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do 'Jornal da Band'."
.