PENSANDO

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CHEGOU A HORA

Ontem encontrei o Élcio no bota fora. Chegamos lá perto da meia noite, um lugar totalmente sinistro, rua estreita, cheia de curvas e becos assustadores, sombras se movendo sorrateiramente e úvios e gritos, muitos.
Lá dentro do bar um clima muito legal, meus seguranças armados ficaram vigiando na porta para evitar que ocorresse um daqueles arrastões já incorporados à cultura paulistana.
Mas o Élcio me falou: - Porra Borella eu preciso ir embora prá você vir me ver!
É verdade, estamos na mesma cidade e não nos víamos desde 198.... e1.
Vocês não acreditam né, que um cara que eu goste tanto simplesmente não convive comigo e eu me derreto todo por ele e fico na maior torcida por ele.
Ele é um show man, sabe produzir um acontecimento.
Saberá fazer uma grande história a partir de amanhã as 10 h no marco zero de São Paulo, na praça da Sé.
Estarei lá também porque faço parte de alguns momentos da vida dele e quero fazer parte deste momento também. Vai ser muito emocionante velo dar as primeiras pedaladas em direção inicialmente à cidade de Piedade, depois em direção ao resto do mundo.
Depois publico fotos.




quarta-feira, 10 de agosto de 2011

DEU VONTADE, FAZ... TEM CORAGEM?

Sempre alguém se enche o saco da vida e resolve pensar em mudar tudo, ou pelo menos largar tudo por um tempo e sumir, ou no mínimo mudar a cor de uma parede da casa. O fato é que sacos se enchem o tempo todo, levam a sonhos de mudança e liberdade mas quase ninguém leva nada a cabo, quase ninguém chuta o balde.
Normalmente uma mudança radical é sempre resultado de um forte crise pessoal, e em alguns casos é uma semente que já nasceu dentro da gente e que vai germinando ao longo de anos de caminhos que não nos agradam até que um dia você sente que ou muda, ou perde sua vida sonhada, ou vai se tornar um velho amargo e frustrado.
Aconteceu comigo aos 25 anos, depois aos 32 anos e nas duas vezes as mudanças foram radicais. Na primeira houve um recuou, e foi horrivel ter que recuar, na segunda parti mais amparado materialmente, mas preparado emocionalmente, mais bem direcionado pela experiência anterior e estou na mudança a já quase 20 anos... mas percebo que há um nível ou um possibilidade de mudança um pouco mais elevada. Neste momento penso como um alpinista que vai de acampamento de adaptação em acampamento de adaptação até chegar ao ponto mais alto, sempre com a possibilidade de retornar quando se fizer necessário.
Mudanças radicais como queima de navios são muito difíceis, fechar todas as possibilidades de volta envolvem um grau de coragem elevado demais para simples mortais como nós.
Quem viu o filme de Sean Penn "Na natureza selvagem" e tem na alma a inquietação da qual falo aprendeu muitas lições. Uma delas é de que a felicidade só é felicidade quando compartilhada com alguém. Outra é de que o sofrimento da opção é mais que recompensado pelo que você vai receber, conhecer e viver na jornada. Outra, ainda, é que pular sobre o fio da vida, faze-lo balançar é o minimo que se espera de pessoas que não se ligam em materialidade, casa, família reunida, natal e amizades firmes.
O filme tem final trágico, não precisa ser assim. Você pode mudar radicalmente também por períodos muito curtos como um final de semana prolongado ou mesmo um comum. Mas a atitude tem que ser radicalmente inversa à sua rotina, você tem que ralar, fazer aquilo que não cabe em seu dia a dia. Não pense em conforto, comida, banho, calor, carinho e sorrisos... a recompensa é outra, é um tipo sagrado de coisa que não há nem como descrever... você faz parte do bando ou não.
Dê onde você tiraria coragem para romper? Da vontade de viver mais ou da angustia de viver contrariado?
É preciso coragem, conhecimento e conteúdo pessoal para embarcar neste rumo...