PENSANDO

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sábado, 2 de novembro de 2013

NÓS QUE AQUI ESTAMOS, POR TÍ ESPERAMOS!


Bem vindos ao dia de Finados, ou dia dos finados...
Dia ( em verdade, noite )de fazer pic-nic em cemitério em todo o México, lá a coisa é bem  divertida e os cemitérios deles bem coloridinhos...



E são também muito engraçadinhos os mexicanos...




Já por aqui, penso que por conta dessa maldita colonização portuguesa que sofremos, somos depressivos em relação ao assunto morte... tememos, choramos e depois idolatramos os mortos... aquela coisa de chorar pelos mortos pelo resto da vida... lembro de uma senhora portuguesa que certa vez me contava aos prantos sobre a morte do irmão dela, e eu achando que tinha sido por aqueles dias e era na verdade uma história ocorrida a mais de 40 anos, mas a emoção era tão intensa de coisa perpétua tal qual a morte, que me fez pensar estar conversando com uma pessoa que voltava de um velório.

A personagem de Fernanda Montenegro num especial recente da Globo disse que a morte é como fazer um curva na estrada... deixamos de ser vistos, e isso é um boa definição da morte...

Em geral todos iremos morrer... alguns de forma bonita, outros tragicamente e a grande maioria banalmente... 

Se você já passou o ano novo na praia e viu aquela multidão de sei lá quantos milhões de pessoas juntas, já imaginou que para cada uma delas haverá uma morte, um caixão, um velório e um enterro??? Parece que não vai ter nem tempo disponível nem espaço para todos, mas pro incrível que pareça velório na vida da gente não é coisa que acontece todos os dias... era pra ser igual a motoqueiro passando pela gente no transito, um atrás do outro, mas não, as vezes passam-se anos sem que a gente vá a um... mas fique frio, quando você chega à casa dos 50 anos tem velório de amigo e parente todo mês.

Enfim, viemos do pó, espanamos o pó, cheiramos o pó e ao pó retornamos.

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