PENSANDO

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011


BOM 2011
Já estou imune a natal e ano novo.
Não entendo mais a razão de acreditar que começamos uma nova etapa baseado apenas na virada do ano. A maioria de nossas rotinas é diária e portando anuidades nada tem a ver de tão influenciável em nossas vidas.
Mas na somatória concordo que é possível avaliar e projetar.
Minha avaliação de 2010 é de que foi o pior ano de minha vida em quase todos os aspectos, e basicamente no aspecto de saúde familiar a coisa não só foi muito ruim como nos colocou no colo da verdade de que eu e minha mulher temos problemas de saúde permanentes e limitadores. Ela com sérias complicações renais e eu com sérios problemas de coluna.
Trabalhei dois meses com dores horríveis e não encontrei remédio nem para as dores nem para ter que trabalhar mesmo assim.
Fora as doenças foi o ano de tudo quebrar aqui em casa.
Todo mundo passa por isso quando fica casado muito tempo.
Os eletro-eletrônicos vão ficando velhos, consertados e reconsertados, com funções parciais, funções a menos, falta de peças e no final um custo de manutenção acumulado que supera o valor de um bem novinho em folha só que em sua versão atual raquiticamente menor. Nosso micro ondas velho cabe um boi inteiro dentro o que vamos comprar cabe um xícara pequena de café. Alias só com o bafo eu esquento mais que ele.
A casa também vai pedindo socorro.
E como temos planos de mudança, a grande reforma também se transforma numa série de alternativas de solucionar aplicando band-aids. Mas é romântico dormir ouvindo a chuva cair em goteiras num balde no centro da cozinha, pior que não tem quem encontre por onde a água entra ( mistério infiltrativo ), mas ainda é melhor que morar num lugar que se transforma em ilha ou onde a água chegue até o pescoço como vi esta semana na tv.
Aqui não falta água. Por nenhum dos lados imagináveis. Vem aos montes do céu o tempo todo, tem no chão borbulhando em volumes de encher represa, corre pelas estradas levando boa parte delas e deixando só um tiquinho de terra prá gente passar, tem no cano as Sabesp ( Cia de água aqui de São Paulo ) a uma merreca por mês, tem nas bromélias prá dar uma força prá dengue, enfim, isso aqui é uma esponja.
Planos para este ano?
Basicamente cuidar da saúde, da casa, da natureza e se sobrar tempo: ganhar algum dinheiro prá comprar dois carros novos, mas novos mesmo. Os nossos estão consumindo uma parte muito grande de nosso orçamento.
Veja só: Seguro obrigatório, IPVA, licenciamento, inspeção veicular obrigatória, suborno prá conseguir passar na inspeção veicular, imposto sobre combustíveis, pedágio, zona azul, multas por ter um carro, multas por ter dois carros, passagem de metro por não poder ir de carro no local em que se precisa, mais passagens para poder ir aos lugares em dia de rodízio, taxa para renovar a habilitação, exame médico para renovar a habilitação, suborno para passar no exame de renovação da habilitação, estacionamento com primeira hora a R$ 17,00 , e finalmente suborno para o PM nos comandos diários em todos os caminhos possíveis.
Na ponta do lápis se vendermos os dois carros da prá fazer uma viagem de um mês pela Europa só com a economia das despesas rotineiras, sem contar a manutenção, pneus e troca de óleo, filtros e correias.
Então... acho que este ano vamos vender os carros e vamos a pé para a Europa com os rins fudidos e o ciático me entortando todo e me deixando com a carinha do corcunda de Notre Dame, que pretendo conhecer ao vivo.

2 comentários:

Mary Joe disse...

Vitório que saudades de vc online!!!!!!!!!!!!!
Adorei a parte da casa parecendo uma esponja... imaginei lindas bromélias cheias dágua. E o mistério infiltrativo? Vc é D+

Quando fores para a Europa, vc me leva com o Alan na bagagem?
Beijão procê
Mary

pessoni disse...

Tenho um primo Quasímodo!!!!