
Foi
ótimo ter ido, mas não foi tudo isso.
Então como tirar leite das pedras.
Eu havia estudo artes plásticas no antigo prédio do Liceu que ficava na Praça da Luz e que já desde de muitos anos é o prédio da Pinacoteca do Estado de São Paulo. O prédio em
si já é uma grande
atração, todo em tijolos a vista por falta de acabamento virou belo, mas poderia ser uma prédio acabado e igual a tantos outros que temos em São Paulo. Fomos para ver Henry
Matisse mas a obra dele expostas não era relevante, então nos deliciamos com uma mostra de obras cubistas
o acervo da Telefonia que não podia ser fotografada. Mas tinha gente saindo pelo ladrão, e era uma das poucas coisas
prá se ver em São Paulo no feriado de finados, havia uma
mega presença no Solo Sagrado da Igreja
Messiânica nas margens da
Represa Guarapiranga mas do outro lado da cidade. Lá onde
estávamos a Praça estava fechada em pleno dia de sol, depois de 7
meses de chuva, O Museu da
Língua Portuguesa,
disputadissimo no prédio da
Estação da Luz, estava fechado e a segunda unidade ( uns 600 metros de distância ) da Pinacoteca no prédio do antigo
DOPS (
Departamento de Ordem Politica e Social ) onde ficavam detidos os dissidentes do governo militar de 64, estava fora do alcance de nossa poucas energias, embora o ingresso de R$ 6,00 desse direito e visitar os dois acervos no mesmo dia. Nem cogitamos, não
daríamos conta. A mostra
incluía alem de quadros, gravuras e esculturas de
Matisse um filme/
documentário de 60 minutos que vimos uns 30 segundos dele numa sala lotada e em pé.
Muitos textos, muitas filas e pouca coisa
prá ver, mas foi legal ver ao vivo mais algumas obras dele.
Prá quem não foi veja algumas fotos comentadas.
1) A fachada da Pinacoteca, estudei nos porões desse prédio em 1981 debaixo de goteiras e envolto por fungos, h
umidade e muitas cantadas
homossexuais.
2) Um corredor que dá em nada mas que estava muito bonito sem querer.
3) Esta foto me valeu um tremenda comida de rabo. Esta obra na verdade pertence ao
MASP e eu quando fui fotografar deixei dispar o
fash da máquina e a segurança voou
prá cima de mim. Educadamente disse
prá mim que eu não sabia me comportar nem tirar fotos em ambientes civilizados, que primeiro eu deveria
fotografar o chão
prá ter a certeza que a máquina não estava com o
fash ligado. Eu deveria dizer
prá segurança que o quadro nem era tão bonito assim, mas achei legal a dica de
fotografar o chão e pedi desculpas por ter danificado uma obra de
US$ 12,000,000.00 e evitei de ter sido colocado prá fora e acabar vindo mais cedo
prá casa.
4) Metade de nossa alegria foi roubada por esse cara, espaçoso,
lerdo e
egocêntrico. Ele parava na frente dos quadros e não saia mais. Pensei em bater um tremendo
flash e chamar a segurança dizendo que foi ele, só
prá porem ele
prá fora.
5) Mais uma quadro legal.
6) Esta escultura do
Vitor Brecherett é maravilhosa, voltarei a ela pois tirei dezenas de fotos dela, faz parte do acervo permanente, pode ser tocada e era originalmente de um
túmulo de uma poetisa no cemitério do
Araçá em São Paulo, foi feita na França e agora esta protegida dentro de um dos
saguões da Pinacoteca.
7) A Regina, minha mulher, o
Sérgio meu grande amigo e grande conhecedor de história da arte e um entusiasmado seguidor de meus trabalhos, que sempre me visita
prá me ver desenvolvendo minha arte e me estimular a fazer mais e melhor, a
Jackie super amiga, iniciativa/cultura e
inteligência em doses elevadas e esposa do Sérgio e
Bibi minha filha meio
emburrada ou
blase não sei ao certo, ficou o tempo todo com a cabeça na piscina de onde foi tirada
prá vir ao museu.
7) E eu debaixo do lustre
prá ver se tinha uma ideia luminosa. è grande o trem, mas acho que não ilumina nada.