PENSANDO

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

100%

Escrever aqui é fácil, difícil é fazer na real.
Acabei me dando bem com as palavras e senti essa certeza quando nesta semana que passou foi minha vez de dar uma entrevista na comunidade Somos Imortais do Orkut. O conteúdo não é aberto, mas se você solicitar participação na comu prá Maria José ela te aceita e você não só consegue ler minha entrevista como participar de outras coisas legais que tem lá. Mas voltando,
a dinâmica da entrevista fez com que eu tivesse que responder a umas duzentas e tantas perguntas em dois três dias, coisa que não consegui, na verdade precisei de quatro dias, e em ritmo acelerado, porque quem faz a pergunta tem uma expectativa de prazo em que será respondido e você fica com a responsabilidade de efetivar a satisfação de cada participante.
Mas depois de passado o prazo e terminada a entrevista comecei a ler as respostas que dei e achei bem coerente tudo que escrevi. E contrariei a frase inicial de que escrever é fácil e fazer é difícil na real. Eu me achei muito próximo do que realmente sou. E com isso acho que dá prá desmistificar essa coisa de mundo virtual que nada mais é do que o nosso mundo real convertido em palavras e algumas imagens que possam sugerir o que somos ou gostamos mais.
Depois de uma longa entrevista, você tem uma tendência a vender mais barato suas respostas, eu ia até 3 horas da manhã respondendo uma depois da outra e nunca em momento algum vendi barato, respondi qualquer coisa, refiz completamente algumas redações buscando a solução mais perfeita e real. Com isso me cansei muito, é muito pesado o trabalho de ficar quatro dias sendo perguntado e você sendo fiel a uma linha de pensamento e relatando fatos de sua vida. Coisas que faço aqui no blog com a maior facilidade, perdi muitas calorias prá fazer na entrevista.
Mas essa coisa de por sua vida num molde e de você também -la dentro de um conjunto lógico, com limites definidos é muito interessante. É uma experiência única, deliciosa e muito produtiva na medida em que você se vê num espelho, de uma forma que normalmente não tem oportunidade. Eu já participei de umas 8 entrevistas, acho, como entrevistador e sempre lancei um avalanche de perguntas em minhas vitimas e recebi o troco. Mas daqui prá frente além da avalanche de perguntas vou também focar a questão do raio-x que fazemos da gente mesmo e a mudança que isso produz em nossa cabeça. Ver a vida da gente compacta e tabulada é uma dinâmica excelente prá entender a gente mesmo.

3 comentários:

sel disse...

Bom dia,pois é nem deu para eu ir lá perguntar algumas coisitas,mas acho que metade das coisas eu já sei né..mas foi bem bacana li alguns trechos achei nitroglicerina pura..bjos!

Arquimedes Pessoni disse...

Pois é, foi bem legal, lembrou aquelas enquetes que a gente respondia na década de 70...sempre terminando com algo do tipo "deixe sua mensagem ao dono do caderno". É a versão adulta e atual das velhas enquetes. Mas creio que já está na hora de vc dar o segundo passo: já plantou árvores, já teve uma filha linda e agora é o momento de escrever um livro. Já pensou nisso? abs!

Mary Joe disse...

Vitorio, que bom que foi tão gratificante para ti.
Lembra quando eu te convidava? Sempre falei que é uma oportunidade unica de refletirmos sobre temas que nem sempre estão em nossa casa, e de nos conhecer melhor.

A entrevista é um ganho para nós que pudemos te conhecer melhor, e que bom que foi pra ti também.

Sel e Arquimedes, fica feito o convite...
Beijokas
Mary Joe