PENSANDO

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quinta-feira, 4 de março de 2010

NÃO CUSPA NO CHÃO, A NÃO SER QUE NÃO ESTEJAM TE OLHANDO E NEM TENHA UMA MANEIRA DE DESCOBRIREM QUE FOI VOCÊ, ENTÃO SEGURA OU DISFARÇA DIREITO.

Cada um tem seu jeito de ser.
Com isso, cada um gostando de tocar a vida de uma maneira impar sempre acaba esbarrando no modo impar do outro. Restam as afinidades, que embora ocupem o menor espaço no território individual são por onde nos ligamos aos demais dos grupos que formamos ou eventualmente participamos.
Aqui poderemos falar então sobre tolerância e compaixão. Tolerância não é meu forte, já compaixão sempre tive e reforço a cada dia que mais leio sobre ela nos ensinamentos budistas.
Mas ter compaixão também significa tolerar, só que se você entende o próximo, coloca-se em seu lugar e tolera seus erros pratica de forma geral duas coisas meio chatinhas, uma é aceitar eventuais erros de conduta e outra e contribuir para que o grupo fique estagnado e digamos isolado dos que não agem como a gente. Resumindo: você acaba por formar um grupo de chatos que ninguém aguenta a não ser você.
Mas como cada pessoa tem lá suas caracteristicas e considerando que é muito dificil mudar algo em alguém a coisa é tolerar certaz bizarrices do dia a dia. Temos um grupo de amigos bastante próximos que se encontra todas as semanas e alguns que não fazem parte do mesmo grupo mas que são pessoas fortemente marcadas por suas manias, maneiras e caracteristicas muitos fortes. Não sei como o grupo sobrevive, acredito que somos muito maduros pois vira e mexe arrancamos os rabos mas não guardamos rancores.
Há algo de doente em degladiar e não emburrar, mas vamos considerar que isso seja elevação de alma e não carencia.
Um dia uma amiga disse que eu e minha mulher eramos muito fresquinhos ou chatinhos, dificeis de agradar.
É fato, não gostamos de churrasco, eu não gosto de vinho, só gosto de pizza de mussarela, nosso gosto musical é muito especifico na maioria das vezes ( baladas com sertanojo, pagode e pancadão nem pensar ), não fazemos certos programas e dizemos ao possivel anfitrião que é programa de indio e outros rasgos de sinseridade que aos olhos dos outros é pura grosseria. Mas se todos soubessem a verdade, o quanto engolimos de sapo mas depois no rescesso do lar reclamamos prá cachorro, seriamos canonizados. Com isso seguimos um frequência social que embora não seja 100% do agrado é no entanto o natural da vida de qualquer um. Mas eu não vou mais a festas em buffet, não vou mais a casamentos e eventos que acabaram se tornando reuniões artificiais e repetitivas.
Um festa mais pessoal num barzinho escolhido com um grupo interessante ou na casa de alguém é um programa que ainda me agrada bastante, principalmente se me chamarem para ajudar, não gosto da atividade passiva de convidado, prefiro estar na produção.
Mas assim como me esforço para me tornar um cara tolerante tenho a certeza que muitos são tolerantes comigo e por isso a coisa anda. E por outro caminho eu procuro diminuir meu fogo, não pressionar tanto os outros com minhas exigências e estou procurando saber parar e recuar diante de um potencial embate. Transformo o conflito em uma piada e tiro a pressão do evento, sempre que posso.
Agora, vamos lá, prá você ter 5 minutos de afinidades precisa encarar os 55 restantes de pisadas em ovos?
Acho que não, temos que trocar algumas chateações, esse estado mutuo faz os outros também sentirem que o grupo tem que se respeitar e principalmente se suportar. A perda deste equilibrio é, no entanto, uma constante e tem sempre alguem se incomodando com algo ou com alguém e no final fica lá uma pontinha de chateação pela noite não ter sido tão legal assim.
Mas as regras básicas são:
Prá conviver vocêm tem que demonstrar respeito mas não deve levar a sério a pessoa, por tráz podes cascar o bico.
Tudo que te disserem e que você tiver a certeza que esta furado, fala na cara, desconcerta mas não polemiza, deixa o clima subir só um pouquinho de temperatura ai você vai ao banheiro e fica rindo para o espelho enquanto tira alguma couvezinha do dente ou meleca do nariz, enquanto a contraparte de contorce em cólicas.
Antes de intercarlar-se com outros faça um mapa bem estudado do território e saiba onde poderá pisar prá não atolar em polemicas ou ter que suportar o chato da noite no teu pé querendo a tua concordancia ou cumplicidade.
Não discuta jamais com bebados e loucos, jamais. Estes apenas observas para aprender a como não ser.
Se o assunto for ruim e a comida for boa, foca na comida; se o assunto for ruim e a comida for pior foca nas coxas de alguém, se as coxas inexistirem vai prá casa dormir porque já tá tarde.
Tenha compaixão dos nécios, mas só depois de deixa-los cabreiros.
Se alguém te disser uma besteira sem tamanho, ri na cara e corre.

Bem estas são apenas poucas e aleatórias regras a serem seguidas, a vida é mais ampla que isso e as possibilidades são infinitas. Mas o basico é ser tolerante, ter compaixão e não deixar de se divertir por conta disso.

Nota:
A ilustração desta postagem é do artista norte-americano Norman Rockwell que sempre faço questão de colocar aqui para que todos conheçam seus trabalhos. A imagem acima é provida de uma força e de uma emoção arrasadoras. Me impressiona a sacação dele de retratar um senhora franzina e seu neto num ambiente ostil completamente alheia aos frequentadores e com total dignidade impondo seu modo de ser e sua fé e chocando pacificamente os demais. Aprendi muito com esta imagem e passei a frequentar qualquer lugar que queira sempre agindo com respeito, dignidade e fiel ao meu modo de ser. Esta imagem estava já  a mais de um ano esperando para ser publicada.

2 comentários:

Arquimedes Pessoni disse...

Puxa, vou imprimir suas regras e guardá-las no bolso. Depois que a gente passa dos 40, ganha a liberdade poética de trocar a sinceridade pela franqueza. Como diz uma amiga minha: não nasci para agradar. Esse negócio de não tocar no assunto x porque fulano fica magoado, deixe que beltrano pense que está certo porque não há encrenca...tô fora. Mantenho a distância segura do passarinho, mas se perguntar a opinião, meu lado Gregory House se manifesta. Só abro exceção para a esposa quando pergunta se a roupa ficou legal. Ou: tô gorda? A resposta é sempre a mais segura: sabe que hoje não? E vamos mantendo o respeito mútuo. Já gente chata, a convivência é a mínima possível e o suficiente para ter o contraponto. Se convivesse só com pessoas iguais a mim (o que REALMENTE não que dizer LEGAIS, mas CHATOS TB) iria ser um tédio...parabéns pelas dicas, é bom ver quando a inteligência dá lugar à sabedoria.

Sebastião Francisco disse...

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