PENSANDO

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

ELA DEU MAIS UM PASSO.

Esta chegando ao final a fase Puka.
Consigo enxergar nitidamente os passos que também dei.
Agora são crânios de caveiras, vamos entrar na fase dark.
Isso passa perto de Emo, de Punk, de uma indumentária mais elaborada onde ela vai negar a infantilidade mesmo ainda sendo uma criança. Dois domingos atrás deu uma bicada numa taça de vinho, odiou. Quer experimentar o mundo adulto, mas já descobriu que o doce fica na infância.
Sábado encontramos a Débora que já foi dark, cheia de piercings, cabelo roxo ( as fotos dessa época foram todas perdidas numa HD perversa) e agora esta uma garota de 2o anos já sem quase todos os piercings, mas deslumbrante em seu visual adequado a esta fase ( pena não poder publicar uma foto dela para todos poderem vê-la), e muito mais comportada que a mãe que como eu já sabe que a vida não tem idade.
Mas os filhotes vão pisando por sobre nossas pegadas, negando que estão fazendo isso e recriando nossas vidas nas vidas deles.
A nós cabe a missão, tarefa ou sei lá o quê de fazer de um modo cada vez mais atrevido para que eles tenham que nos superar. E algo dentro deles corrói, rói e incomoda, e eles nos acham ridículos, mas ao seu tempo fazem igual, e depois tentam ir mais além.
Adeus Puka, adeus Hello Kit, adeus bobinhos tá chegando a hora de beijar, deprimir e chorar.

5 comentários:

Francisco disse...

É meu caro amigo. Já passei por situação semelhante, e foi com muita conversa e orientação as coisas foram se acertando normalmente.
abçs

Vitorio disse...

Francisco, não me acho capaz de prever o que vai acontecer, mas deixo a coisa solta, e procuro não me espantar com nada.
Carinhoso abraço.

Arquimedes Pessoni disse...

Meda...são versão melhorada de nós mesmos e seguem exemplos. Oxalá tenhamos sido boas referências!

Mary Joe disse...

Vitório, estou com o Arquimedes, oxalá tenhamos sido boas referências... porque algo fica, ou igual a nós, ou exatamente o inverso, de forma a NÂO nos imitar...

Bom, ontem eu tive uma conversa em particular aqui, onde ela me perguntou exatamente por que criamos a figura do papel noel se naõ era verdade: então, me senti meio tonta explicando as origens lendárias da coisa.
Acho que essa visão arguta de nós as vezes, confesso que me assusta.
Mas sei que vc vai tirar de letra.
Beijo carinhoso
Mary Joe

renata disse...

Oi Amigo, ao terminar de ler lembrei-me dessa época, na qual eu travei batalhas com inimigos invisíveis, que e mais difícil, pois eles nos ataca mentalmente, pois estamos lidando com a busca do eu. Eu sei que crescer dói, mas sei também que isso passa; pois quem já não passou por isso? Falo por experiência própria; hoje ainda enfrento batalhas; mas não estou perdendo essa guerra; pois me armo o tempo todo, eu sei que no fundo eles estão com medo, como nos tivermos um dia, só que hoje eles podem expressar tudo de uma forma rebelde por assim dizer. E nos nada podíamos.... Hoje da minha forma mais infantil sei que não tenho sombras para pisar, e ai que você descobre que você cresceu e não doeu tanto assim... Como você mesmo disse com tantas palavras sabia, o doce fica mesmo e na infância. bjuss amigo