PENSANDO

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

48 HORAS SEM ENERGIA ELETRICA

Estávamos assistindo ao filme O clube de leitura de Jane Austen quando uma rajada de vento derrubou uma árvore sobre o transformador em frente de casa e ouvimos um violenta explosão seguida de 48 horas sem energia elétrica. Aproveitamos o tempo disponível para ligar para a AES-Eletropaulo e atormentar os atendentes e ser atormentado por eles. Como a desvastação aqui na região foi muito grande eles alegaram não ter equipes suficientes para atender todos os chamados, embora alegassem também, que tinha o numero mínimo de equipes determinado pela AANEL. Perguntei: Por que você me diz que tem o número mínimo exigido, vocês não deveriam ter o número ideal? Contentam-se com o mínimo pra ter o máximo de lucro, e dane-se o usuário. Perdemos: 2 salsichas ( mas os cachorros não ) e deixamos de beber coisas geladas em dois dias muito quentes mas jantamos a luz de velas.
Aprendi no entanto como se conserta fio partido em rede de média tensão e alguns truques de manobras de onibus, pois a estrada aqui é muito estreita e não cabem os enormes onibus que passam aqui em frente de casa junto com o caminhão da Concecionária que se esparrama todo pela rua.
E acreditem ou não, eu estando a 50 kms do centro de São Paulo, em plena zona rural e num bairro onde mora muito pouca gente tinha um onibus a cada no máximo 3 minutos, mas acho que foi de sacanagem com a Eletropaulo. Os fios estavam pendurados e emaranhados e teve um que enrolou na roda do onibus, diversão não faltou.
Na terça foi o dia mais produtivo de minha vida, não me lembro de ter feito tantas coisas num único dia, tentei relacionar tudo que fiz mas perdi a conta, ou seja, sem energia eletrica e consequentemente computador, internet, furadeira, serra circular, luz prá poder enchergar dentro de meus depósitos de tranqueiras e sem as musicas horríveis de meu vizinho sou muito mais produtivo.
Redescobri também a delicia de tomar uma banho hiper gelado, porque a nossa água vem de poço artesiano e a temperatura dela é glacial, mas estou ruim da garganta por conta deste pequeno prazer.
De qualquer modos, viver na cidade de São Paulo com toda a sua fachada de progresso e não ter banda larga, energia estável, estrada descente e compatível é muito contraditório. As unicas coisa que temos de sobra aqui são: Ar puro e ônibus novinhos e vazios de 3 em 3 minutos.

2 comentários:

Mary Joe disse...

A gente descobre que é capaz sim de viver sem essas coisas. Sem dúvida.

Mas a pergunta que não quer calar é: vcs terminaram depois de ver o filme?

Vitorio disse...

Mary, sim vimos o final do filme e eu gostei muito dele porque já vi filmagens dos livros que eram comentados e tb pq os personagens eram muito humanos e interessantes, na verdade faltavam 20 minutos prá acabar o filme, eu voltei um pouco mais para o meio e descobri que havia cochilado em algumas cenas, coisa de velho.
Bjs.