PENSANDO

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

TERRA SAGRADA.


Estou lendo um livro que tem sido bastante inspirador para postar ideias aqui no blog.
Tratando sobre a Terra Sagrada, ou a região onde ocorreram os vários eventos descritos na Bíblia, meu inconformismo e senso critico de tudo que ouço, vejo ou leio me faz entrar em ebulição e desassossego.
Um incomodo é notar que hoje os lugares sagrados não são precisamente os lugares exatos onde os eventos podem ter acontecido, questiono inclusive se aconteceram. A terra santa é uma espécie de Disney sem muito critério e com um bocado de contradições. Imagino a tal igreja onde fica o local que dizem foi a sepultura de Jesus, depois de dois mil anos, destruições e reconstruções ordenadas por reis e imperadores contrários e a favor ao cristianismo, e mesmo depois de muitos trabalhos de arqueologia quem poderia afirmar qualquer coisa sobre a infinita improbabilidade de tudo.
Vejamos: um túmulo é tão somente um entre milhares, como afirmar que aquele, e precisamente aquele, que não tem nenhuma inscrição, e que se tivesse também não seria confiável pertenceu a tal e precisamente tal propósito?
Pois não dando importância alguma a nenhuma detalhe destes as pessoas apenas querem se emocionar naquele teatro. Não importa se Jesus cabia ou não naquele túmulo, se era lógico o local do sepultamento, o que importa é que aquilo simboliza algo que confirma a crença e isso justifica a fé. Incomoda-me a fé cega, sem critica, sem investigação dos fundamentos. Passo longe de aceitações dogmáticas, sou um revoltado.
As tradições religiosas Judaicos-Cristãs e seus escritos ganharam um importância num determinado momento da história e passaram a ser verdade absolutas e incontestáveis.
Meramente iguais a outros tantos fatos ocorridos em tantas outras partes do mundo e perdidos no longo período de história ou da não história, ou seja, tudo aquilo que aconteceu mas ou não teve um registro escrito/gráfico ou o registro se perdeu, os eventos sagrados narrados na Bíblia e outros livros aconteceram aos bilhares, ou trilhares e nem por isso ganharam a mesma importância e credibilidade.
Lamento, mas quantos homens foram bons e pregaram a paz mas acabaram injustiçados ou destruídos pelos que se sentiram incomodados, mas só um permaneceu como filho único de Deus.
A imprecisão dos personagens e a improbabilidade de exatidão geográfica e sua localização no tempo não me convencem.
Romeu e Julieta é uma história forte e emocionante, Willian Sheakespeare não é seu autor original, ele a reescreveu baseado em outras histórias semelhantes que corriam nos ouvidos ao seu tempo, mas teve a felicidade de fazer de forma interessante ao público da época, ele estava no lugar certo para que a história tanto fosse transmitida a muitos como pela importância que adquiriu fosse preservada para os dias atuais. Mas é absolutamente improvável que em Verona uma menina de 13 anos tenha se apaixonado por um jovem e sido levada a morte pela paixão e pelos equívocos decorrentes dela.
Mas a força da história fez de Romeu e Julieta uma peça básica para se exemplificar o amor impossível, a mesquinharia humana e os equívocos dos apaixonados.
É esta força da ideia transformada em texto e a carência de emoções do publico que faz o mito. Já vi fotos da sacada onde Julieta namorava com Romeu. Assim como existe um lugar que é o exato e preciso túmulo onde Jesus foi enterrado(1).
Não me importa a sua crença, não estou querendo que deixe de acreditar.
Me importa ter a certeza de que existe um mecanismo e uma sorte de coincidências que torna algo comum num marco histórico para a humanidade, é uma catarse, à necessidade de preencher com verdade ou não um espaço na alma de cada um.

Nota: Estima-se que os turistas e peregrinos que visitam o local onde se supõe Jesus tenha sido enterrado, deixam em esmolas aos religiosos que são proprietários do local, algo próximo de US$ 20,000.00 diariamente, ou talvez US$ 7,200,000.00 por ano.

Um comentário:

Arquimedes Pessoni disse...

Acho que ainda não tem nenhum São Vitório cadastrado no Vaticano. Se vc for o primeiro, monto um templo aí em Parelheiros e serei sócio da Regina na venda de santinhos. Fé é acreditar sem ver e costuma cegar os mais crédulos...mas se tem gente que acredita no que vê, tipo na Dilma, vá saber....