PENSANDO

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

OS ESTRANHOS CAMINHOS DA JUSTIÇA.

Neste mês de Dezembro escreverei varias vezes sobre este assunto: Justiça.
Em principio quero falar sobre a Justiça Comum e formal, aquela justiça obtida no Fórum, baseada nas leis existentes. Mas também falarei sobre outras formas de justiça e sobre a ansiedade sobre ela.
Começo afirmando o que todo mundo sabe que os caminhos das justiça são longos e não são retos. Reclamar justiça significa preparar o espírito para uma jornada que não será contemplada de lógica, satisfação e sensação de que ela realmente existe, porque ela é muito relativa, e essa relatividade é algo que só pode ser entendida por quem mergulhou de alguma forma em seus meandros e com isso perdeu a noção da separação que existem entre o mundo dos normais e dos juristas. O mundo da justiça é um mundo balizado por fatos pré-existentes e que busca igualar aos desiguais considerando apenas as balizas já existentes. Há portanto um molde a ser aplicado e que visa dar aos indivíduos ao final de cada processo uma mesma feição, todos entram diferentes e todos saem iguais, na doce ilusão dos justiçadores.
O que motivou a ingressar por este tópico são naturalmente minha atual incursão num processo trabalhista contra um ex-patrão espertinho, uma ação na vara de família envolvendo parentes de primeiro grau, um outro caso onde estarei sendo voluntariamente sendo arrolado como testemunha e histórias recentes que chegaram ao meu conhecimento. falarei portanto de cadeira, com cátedra e depois de horas e mais horas conversando com ilustres advogados, relembrando um conversa com um ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho aqui de São Paulo, e óbvio minhas fantasias anarquistas sobre como deveria ser feita a justiça mas justa.
Todos gostamos do assunto. Filmes sobre julgamentos são sempre eletrizantes, as pessoas adoram e nunca vi ninguém sair na metade de um bom filme de tribunal, principalmente os americanos. Se você ainda não leu, leia Os sete minutos de Irwing Wallace que é um dos melhores que já li até hoje. Melhor que os romances de Agatha Cristie os romances e assuntos envolvendo justiça e a forma como ela é feita são sempre diversão garantida.
Mas na vida real a frustração é a palavra mais precisa prá se relacionar com a Justiça Formal.
Quero falar também sobre a justiça que é feita aqui onde moro, onde estupradores por exemplo morrem num prazo médio de uma semana depois de atacarem a primeira vitima, ou seja nesta parte do mundo em que moro, há pena de morte, justiça rápida e barata e as vitimas tem uma satisfação social.

2 comentários:

Mary Joe disse...

Vitorio, aguardo ansiosa seus posts sobre o assunto.

Tenho uma visão muito desanimada sobre nossa Justiça. E foi uma grata surpresa saber que vc lia Agatha Christie. Sabe que tenho mais de 70livros dela? Foi minha paixão de juventude.
Quanto aos sete minutos, eu li, gostei muito. Mas ainda prefiro a velha dama do crime. =)


Sobre sua vizinhança, aqui há algo parecido. Mas as vezes, o culpado chega a ser preso primeiro...
Bacci mille
Mary Joe

Arquimedes Pessoni disse...

Digamos que o "olho por olho, dente por dente" seja mais eficiente...E o japa, se ferrou?