PENSANDO

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terça-feira, 10 de março de 2009

O IRMÃO.

A pouco tempo me bateu um outro lado de uma assunto antigo, mas sobre o qual eu nunca havia pensado corretamente. Minha filha é filha única.
Inicialmente queriamos 3 filhos, um exagero para minha total falta de queda para a função de pai.
Depois rolaram algumas conversas sobre mais um filho e eu sempre firme em ficar só com a filha unica. Minhas razões básicas eram ou são todas práticas: tenho 51 anos e essa não é uma boa idade para ter mais filhos, quero aproveitar integralmente a convivência com minha filha, preciso aproveitar estes próximos dez anos para completar meu patrimônio e aproveitar a vida. E ter um filho bebê é sem dúvida uma despesa enorme e uma ancora amarrada nos pés para novos projetos nesta fase da vida. E a minha filha ainda conta com a vantagem de não ter que dividir a herança com o irmão. Mas só agora me caiu a ficha de que ela também não terá um irmão. E isso é uma coisa que não dá para consertar. Lamento, mas se eu tivesse pensado isso 9 anos atrás teria talvez tido o irmão dela. Ter um irmão é sempre divertido, mas também é um enorme ponto de tensão. Se ela se casar com um filho único não terá sobrinhos. Se você for pensando nessas coisas a situação vai só se complicando. E a culpa só vai aumentando. Não sinto falta desse segundo filho, porque não o tenho. Mas acho que se continuar escrevendo sobre isso vou só me complicando. Uma vez falei para um padre amigo meu que um filho é sempre bem vindo, afinal ele pode vir a ser o salvador, o cara que vai fazer a grande descoberta e mudar o rumo da humanidade, quem sabe um novo Eisntein ou Issac Newton, ou mais um bostinha remelento qualquer que briga com todo mundo, vagabundeia e não contribui com nada para a humanidade. Ele me disse que falou isso num sermão que fez, mas não sei se ele cortou alguma parte.

Um comentário:

Raquel disse...

Tenho 4 irmãos. Nenhum deles é irmão por inteiro, são todos meio-irmãos. Mas tive convivência diária com eles boa parte de minha vida. Acho muito importante porque o irmão dá noção que é dura mas verdadeira: não somos o centro do universo e o mais forte sempre impera.